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ANTROPOGÊNESE – A origem do homem na Terra

Durante bilhões de anos, a pasta efervescente que formou o exterior da Terra, começou a solidificar-se e o primeiro elemento sólido rochoso que emergiu das lavas quentes e gelatinosas, formou o primeiro continente do nosso planeta, a Lemúria, ou como é também chamada, a Terra de Mú.

Até essa época, só havia na Terra, vida mineral,  única capaz de resistir às terríveis condições climáticas, ainda em formação.

As descargas elétricas despertaram comoções no organismo planetário; e com o passar do tempo e a  condensação dos vapores, formaram-se a crosta, os oceanos e a cortina de ozônio.

A água tépida, combinada com a luz solar, foi o berço da primeira vida organizada: o protoplasma – o germe dos primeiros homens; e as convulsões internas estabeleceram os contornos geográficos do globo, surgindo as grandes extensões de terra firme.

A Lemúria, portanto, foi o cenário dessas profundas transformações da vida mineral e das mutações geológicas.

Aos poucos, a vida mineral evoluiu para a vida vegetal, incubada nas rochas e areias quentes.

Quando a separação definitiva das águas e terras se completou, a vida vegetal iniciou sua transformação em vida animal, e os primeiros crustáceos se seguiram pelos batráquios.

Nessa fase evolutiva do planeta, a vegetação luxuriante deu as condições favoráveis aos animais de porte grande surgirem e experimentarem as mais estranhas transições, sob as influências do meio ambiente, face aos imperativos da lei de seleção natural. 

Segundo Darwin e sua teoria da evolução, os primeiros antepassados do homem são algumas raças de antropóides ascendentes dos símios que ainda existem no mundo.

Os antropóides das cavernas espalharam-se, aos grupos, pela superfície do globo, ao longo dos séculos,  formando as raças humanas futuras.

O homem primitivo assemelhava-se a um animal, porém demonstrava aptidão de colocar-se de pé, absorvendo pelo chakra da coroa (alto da cabeça), as vibrações siderais, que o transformaram no “homo sapiens sapiens” dos nossos dias.

Os séculos correram.

Um dia, forças espirituais superiores operaram uma definitiva transição nesses corpos dos homens primitivos.

Surgiram, então, os primeiros selvagens aperfeiçoados, embora ainda não tendo manifestado emoções nem demonstrado inteligência.

Os humanos viviam por impulsos, instintos e intuições animais, sem nutrir maiores pensamentos.  Não faziam perguntas, não especulavam, não questionavam, e não precisavam de respostas.  O mundo era feito do que eles podiam ver, ouvir, cheirar, tocar e provar.

Por esta razão, não eram supersticiosos e nem haviam formado, ainda, conceitos espirituais ou mágicos.

O alimento era qualquer coisa que pudessem encontrar sob a forma de caça primitiva, permanecendo imutáveis, fisicamente, pelas próximas centenas de milhares de anos.

As mulheres eram criaturas reverenciadas pelos homens porque produziam bebês, sendo os machos, completamente alheios à sua parte no processo de concepção.  A união mãe e filho era o único vínculo conhecido.

Um dia, a incontáveis anos-luz da Terra, surgiu uma explosão cataclísmica de proporções estelares, que lançou fragmenos cósmicos através do espaço.

Um pedaço incandescente de massa estelar navegou pelo mar sideral, noite escura eterna adentro, enquanto se apressava rumo à destruição inevitável num jovem e selvagem planeta.

Mastodontes e mamutes pararam de pastar e piscaram por causa da faixa chamejante no céu, criando um rastro incandescente enquanto ardia na atmosfera.

Os hominidios que andavam eretos, à procura de alimento na floresta primeva, ficaram paralizados de medo e foram atirados ao chão, em consequência da onda de choque causada pelo impacto do meteorito.

A colisão derreteu a pedra e espalhou fragmentos como chuva.  A poeira de estrelas se liquefez e fundiu-se com elementos da Terra, como o quartzo na mão de um alquimista.

Nascidos da força e violência, lisos e ovóides após milênios sendo curtidos e polidos pela água, vento e areia, os fragmentos do meteorito reluziam com um profundo brilho violeta.

Milênios se passaram, depois mais outros, enquanto as pedras que, um dia, seriam batizadas com o nome de ametistas, e reverenciadas como místicas e mágicas, esperavam por aquelas que seriam suas companheiras eternas.

Entre elas, especialmente, eu, Tii.