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INGLATERRA – Avalon – A Ilha de Vidro – 452 d.C.

“O homem, de origem e destino divinos, tem Deus dentro de si, sendo inútil estar a  procurá-Lo fora, sem que o tenha, antes, encontrado nas profundezas do seu próprio Ser”.

Caio Miranda

Os Atlantes que seguiram para a atual Escandinávia, após o grande cataclisma, já encontraram colônias de sua raça, para lá emigradas anteriormente, e fizeram com que esse povo hiperbóreo, ganhasse forte impulso civilizador.

Após várias transformações operadas no tipo biológico, por efeito do clima, dos costumes e dos cruzamentos, os hiperbóreos conseguiram estabelecer os elementos etnográficos essenciais e definitivos do homem branco, de estatura alta, cabelos ruivos, olhos azuis, feições delicadas.

Nessa época, o continente começou a sofrer um processo de intenso resfriamento, que tornou toda a região, inóspita, hostil à vida humana.  Por essa razão, os hiperbóreos foram obrigados a emigrar em massa para o sul, invadindo o centro do planalto europeu, através de florestas iluminadas por auroras boreais, acompanhados de cães e impulsionados por mulheres videntes.

Essa raça inventou o culto ao Sol e à Lua, tornou o fogo sagrado e trouxe para o mundo, a nostalgia do céu, prostrando-se ante seus esplendores, em uma adoração absoluta, início da Velha Tradição.

Por possuírem uma cultura eminentemente oral, pouca coisa chegou até nós, sobre seus usos e costumes.  O que foi preservado deveu-se ao relato de viajantes e historiadores.

No início dos tempos, religião e vida se confundiam.  A lei era, simplesmente, a vontade dos Deuses e os princípios morais eram determinados por tabus religiosos.

Nos festivais e rituais religiosos, o homem primitivo se expressava por invocações melodiosas e meneios de corpo, que as acompanhavam.  Daí surgiram a música, a dança e o teatro.  A Religião, portanto, foi a mãe de todas as Ciências e Artes.

As origens da Velha Religião, se perdem na história dos hiperbóreos, quando a mulher tinha uma posição proeminente, como conselheira e sacerdotisa, além de realizar os serviços domésticos.  Ela podia satisfazer os Deuses para que os homens conseguissem boa caça e pesca, e curava doenças com seus conhecimentos das ervas.

A mulher comandava, portanto, pelo medo aos Deuses, por ela nomeados e responsabilizados, em razão de seus atributos específicos.

Acima de tudo, estava a Grande Mãe, a Deusa da Fertilidade, regida pela Lua e suas fases, que simbolizavam os períodos de semeadura e de colheita, além dos ritos sexuais, que asseguravam sobrevivência e continuidade à tribo.

O Druidismo Matriarcal Tradicional, a Tradição Lunar e Solar, tem sua origem na Era Paleolítica (500.000 a.C.), tendo segmento com as culturas Celtas, na Bretanha, Irlanda, Escócia e França.

É Matriarcado pela ênfase na mulher.

É hereditário porque o fator de substituição é o consangüíneo.

É é tradicional porque segue a Tradição da Lua (mulheres) e a do Sol (homens).

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