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PERU – A Serpente Emplumada – 800 d.C.

O signo de Leão tem como principal característica a generosidade e o respeito aos pais e familiares.  Imprime tendências positivas e dominadoras, determina irradiante fidelidade, perseverança, magnetismo e simpatia, grande poder de recuperação física e desenvolvida capacidade volitiva e realizadora.  Por causa dessa multiplicidade de características, escolhi me projetar numa pessoa sob esse signo.

Eu me tornei Maika, filha de um grande sacerdote do Templo do deus Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada, em Machu-Pichu.

Era destinada aos deuses.

Quando completasse 15 anos, virgem, seria levada para servi-los.

Este era um tempo em que as pedras falavam com os habitantes dos altos Andes e em que as cavernas escondiam a história das civilizações.

Os filhos e filhas do Sol ouviam o vento; e a água moldava as rochas de suas amadas montanhas, de acordo com os desejos dos incas.

Das alturas, os condores voavam baixo, em direção à estrada que serpenteava pelos precipícios do vale andino.  Paravam abruptamente e caíam sobre sua presa, quase de maneira vertical.

Eu era muito bela.  Meus encantos haviam feito de mim, a herança mais cobiçada do Peru.  Meu pai só me daria em casamento, caso meu candidato passasse pelas provas que os deuses impunham, para abrir mão de uma de suas sacerdotisas.

Com medo das famosas provas, nenhum rapaz elevou seus desejos em alta voz.

Completei 15 anos e logo seria levada para a Cidade Santa e nunca mais veria meus amigos de infância.

Havia um, Quetzl, cujo amor determinado, alegava que me roubaria da cidade, quando ele crescesse o suficiente para empreender uma grande viagem.

E o tempo passou.

Eu não queria ir.  No fundo, desejava ficar e casar com aquele menino que sempre me jurava amar.

– Por que ele não grita pelas provas, para me resgatar?, perguntava-me eu.

– Não sei.

Em silêncio, obedeci a meu pai e viajei para a Cidade Santa.

Lá, eu encontrei Liana, que estava nas mesmas circunstâncias que eu.

Mas havia uma diferença: Liana viveu reclusa, até os dezoito anos, e seria entregue, virginal, intocada por qualquer homem, ao meu pai, o sacerdote do deus Quetzalcoatl, depois da benção da Lua.  E eu, Maika, seria virgem para sempre.

Nós duas fomos preparadas para o sacerdócio.

Juntas, aprendemos tudo sobre magia, cristais, ervas e os sinais da natureza.

Nos Andes, cada trecho de terra cultivável era arada.  A semeadura completa, os agricultores deixavam as lavouras, de volta para casa.  Era tempo de preparação da festa do equinócio da primavera, Situ, celebrado antes da estação das chuvas.

Mas Liana não se conformava com seu destino de ser objeto dos deuses.

Eu conhecia a sua história.  E ela não era nada bonita.

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