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HAITI – As Marcas da Bruxa – 1750 d.C.

Eu agora sou Marie, vivendo uma vida muito interessante, para não dizer, cheia de aventuras e de suspense.

Fui criada na casa de Jane De Beltin.  Nasci no mesmo ano que ela, em 1750.

Tudo que soube sobre a família De Beltin, foi minha mãe quem me contou, quando eu era bem pequena.

Minha mãe tinha vindo foi trabalhar naquela casa, desde o tempo da avó de Jane, a senhora Fabienne De Beltin, cuja mãe, Margot, viera na barriga de sua avó, Béatrice De Beltin, para o Haiti, fugindo da França.

Ela dizia que era para que soubesse logo quem eram as minhas patroas e para que nunca, mas, nunca, mesmo, me metesse onde não fosse chamada.

Acompanhei, desse dia em diante, até minha morte, a estória dessa família tão estranha.  Uma família que só gerava mulheres.  Uma família onde os homens entravam somente para gerar as filhas e depois sumiam, misteriosamente.

Foram tantas as gerações de mulheres, que dá para perder a conta.  E olhem que eu vivi bastante, quase 80 anos.

Tudo começou na Escócia, quando Deirdre foi queimada na fogueira.

– Lembram-se de Deirdre? 

Pois é, era aquela outra vida de Tii, anterior a esta.

Quem poderia dizer que uma inocente, queimada como bruxa numa fogueira, formaria toda essa confusão que gerou uma família de bruxas de verdade…

Como vocês se recordam, Deirdre tinha uma filha, Gwen, que assistiu, como uma estátua, de mãos amarradas, a todo o sofrimento da mãe.

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