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Terra – 1/1/2000 – Nada aconteceu…

5!

Ouve-se choros e risos.

4!

Grassa a ansiedade, de braços dados com a perplexidade.

3!

Cânticos religiosos e profanos, iluminam o ar da noite.

2!

Faces expressando suas emoções, do medo ao puro êxtase.

1!

Feliz Ano Novo!  Feliz ano 2000!

Houve um grande rumor, que se seguiu a um silêncio ainda maior.

Todos os seres humanos do planeta, ouviram e esperaram que os céus desabassem sobre eles.

Mas, já estamos no primeiro dia do ano 2000.

Tudo está igual, nada de bom ou de mal aconteceu.

Nem trombetas, nem anjos, nem terremotos ou inundações.

Apenas um enorme e constrangedor silêncio.

De repente, ouve-se um único suspiro, como se o planeta voltasse a respirar, novamente.

E então, vivas e gritos de alegria, saídos de milhões de gargantas, em todas as partes do mundo.

E vieram os fogos e as luzes e a música, retomando seu show.

Em meio a sussurros, aflora a descrença das pessoas, os deboches, as pilhérias, as ironias, as piadas.

A vida volta ao normal.

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Terra – A virada do século – 31/12/1999

“Este epílogo é dedicado àqueles que me inspiraram. 

Sejam vocês quem forem…”

As festas estavam ocorrendo, nos mais diversos pontos do mundo.

Havia uma pressa geral no ar.

Todos queriam chegar a seus objetivos, antes da meia-noite.

Hoje era a noite da Festa do Século.

Eu, Tii, agora no corpo de Lilia, estava em casa, comemorando com minha família e alguns amigos mais chegados.

Todos os anos, desde que me casei, vinha passando a noite de Ano Novo na praia.

Mas essa noite seria especial.

Preferi ficar em casa, na tranquilidade e segurança de nossas sólidas paredes.

Fazia muito calor no Rio de Janeiro; durante o dia os termômetros haviam registrado 42o à sombra.

Há muito tempo que a temperatura no verão havia disparado, sem diminuir a cada ano que passava.

O medo, a incerteza, a esperança e o desespero, dividiam o espaço das emoções.

Alguns suspeitavam quanto ao fim do mundo ou o castigo final. Ou, talvez, Jesus estivesse voltando.

A “Febre do Milênio” havia tomado conta da maior parte das pessoas.

As manchetes nos jornais perguntavam: “O Mundo vai acabar hoje?”

A televisão mostrava que na Praça de São Pedro no Vaticano, estava ocorrendo uma vigília das horas, com todos os fiéis esperando a contagem regressiva.

Uma verdadeira multidão que considerava aquele local, como o mais seguro para se estar, caso houvesse um combate contra as hordas satânicas.

Todos, ou quase todos, contavam em passar por uma epifania religiosa pessoal e global, presenciando o Apocalipse.

Outras pessoas estavam se preparando para o Big One, o grande terremoto que assolaria Los Angeles, naquela noite, tornando a cidade uma vila de fantasmas.

Alguns haviam ouvido falar que a Torre de Pisa estava se aprumando, a cada badalada do relógio.

Outros, afiançavam que teriam visto o braço da Estátua da Liberdade abaixar com a tocha.

Muitos ouviam sinos cósmicos, vários viam línguas de fogo.

Nas igrejas e lugares santos, objetos se tornavam sagrados e milagrosos…

Começa a contagem regressiva.

São 23 horas e 50 minutos.

Com mais de 10 fusos horários no mundo todo, ficou estabelecida como base, a hora do Vaticano, para a mudança formal do milênio.

10!

Estamos começando a enterrar nossos amigos de infância.  Isso nos força a encarar a nossa própria mortalidade.

9!

A sincronicidade está aumentando.  A cada dia, mais e mais coincidências acontecem.

8!

As correntes energéticas do universo estão se unindo…

7!

As esferas invisíveis estão se tocando com mais frequência.

6!

Quase todo mundo leva na mão, uma luz de algum tipo: vela, lanterna, tocha.

5!

Ouve-se choros e risos.

4!

Grassa a ansiedade, de braços dados com a perplexidade.

3!

Cânticos religiosos e profanos, iluminam o ar da noite.

2!

Faces expressando suas emoções, do medo ao puro êxtase.

1!

Feliz Ano Novo!  Feliz ano 2000!

Nesse ponto, faço uma parada para pensar.

Afinal, vai ou não vai haver o 2o Resgate?

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BRASIL – A nova era – 1998 d.C.

Meu nome agora é Iara.

Me projetei nessa mulher brasileira, em 1987, quando ela já estava com 30 anos, bem ou mal vividos.

Depende do ponto de vista de cada um…

Meu signo atual é Aquário, mas sobre isso falarei mais adiante.

Cheguei ao fim da Roda do Carma.  Mas o que significa isso?

– Acho que uma última chance.  É agora ou nunca! 

Ou eu aprendo tudo que me falta aprender, ou volto na Roda, novamente, desde o começo, desde o signo de Peixes, que foi como tudo começou, como Tii.

O novo milênio está chegando e eu não quero ficar para trás.

Agora sei a verdadeira missão de Tii, em todas as minhas vidas: aprender, só aprender, cada vez mais, para nunca mais voltar, e poder aproveitar as delícias das esferas superiores…

Quando vivi como Brigid, em Avalon, tive a oportunidade de reaprender alguns de meus dons extra-sensoriais, mas esqueci tudo de novo.

Quando me lembrava que era, na verdade Tii, continuava a anotar sobre minhas vidas, no meu chamado Livro das Sombras.

O resto que faltava, consegui completar nos dias atuais.

A minha ametista, amiga inseparável desde meus anos na Lemúria, no início dos tempos, foi aos poucos perdendo sua importância, até que a usei pela última vez, na Grécia, como a cigana Yasmin.

Depois disso, me lembro que ela foi usada como presente da mãe de Emaleth, para a minha Senhora, na Hungria e nunca mais a vi, até o ano de 1992, aqui no Brasil, quando me lembrei de sua importância.

Dela não me separarei jamais.

Mas antes disso, tenho que lhes dar uma retrospectiva de fatos muitos importantes na vida de Iara, antes que eu me apossasse de sua alma.

Ela nasceu em 1957, filha única de um casal que muito se amava.  Tinha na figura do pai seu esteio maior, sua luz guia, até o dia de sua morte, quando Iara tinha 15 anos, e mesmo depois dela.

Hoje, dia 19 de setembro de 1998, véspera da data de renovação do casamento de Iara com Luiz, só tenho a dizer, a ele, algumas palavras emprestadas do poeta:

“Se eu tivesse toalhas bordadas pelos céus, adornadas com luzes douradas e prateadas, o azul e o pálido nos panos escuros da noite, e todas as luzes do dia, eu estenderia as toalhas a seus pés.  Mas eu, sendo pobre, só tenho meus sonhos.  Estendi meus sonhos sob seus pés.  Pise suavemente, porque está andando sobre meus sonhos…”   W. B. Yeats

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